O mundo dos bastidores dos calçados para corrida está literalmente pegando fogo. De fundadas por irmãos até o processo em uma corte alemã, este é o cenário por trás da disputa entre Adidas x Puma, que trocam acusações por plágio de sistema de amortecimento e resposta.[divider]

Entenda um pouco mais desta história…

[ads1]Energy Boost, em meados de 2013, quando a Adidas revolucionou o mercado running mundial, chegando à incrível marca de 10 milhões de pares vendidos por todo o mundo apenas em 2015, era sabido que cedo ou tarde o revolucionário sistema de amortecimento sofreria com a concorrência, que buscaria entender o que de tão diferente e performático o material oferecia. O que não era sabido é quem seria o primeiro a “atacar” o Energy Boost seria a Puma, pois como a maioria deve saber, a Adidas foi fundada por Adi Dassler enquanto a Puma por Rudi Dassler, irmão do fundador da Adidas, que após algumas desavenças decidiu criar sua própria marca.

O que a justiça alemã disse?

Em um primeiro momento o caso foi rejeitado pela justiça alemã, na corte de Düsseldorf,  que não encontrou nas alegações da Adidas, o fundamento para suspensão da produção de venda do Puma NRGY.

A Adidas se posicionou da seguinte maneira:

Vamos continuar a proteger vigorosamente nossos direitos e continuará a tomar medidas em caso de infracções.

Já a Puma…

Estamos mostrando a Adidas com este caso que não vamos desistir tão facilmente. Vamos lutar por nossos direitos , Neil Narriman – Executiva de Propriedade intelectual – PUMA

Quem está por trás da produção do Energy Boost?

BASF “É o nome da fera”! Quase todo mundo conhece a marca BASF, gigante do segmento químico. O problema é que em 2011 a BASF fechou exclusividade com a ADIDAS para utilização do sistema com uma espuma em poliuretano altamente responsivo, resiliente e macia, a conhecida como Energy Boost.

O outro ponto é que a Puma, em um outro processo, acusa a Adidas de lucrar com o trabalho que a mesma estava desenvolvendo junto a BASF, alegação rejeitada fortemente pela Adidas.

Quem produz a sola NRGY PUMA?

Depois que a BASF fechou exclusividade com a Adidas, a Puma não perdeu tempo e foi atrás de uma empresa Norte-Americana, a Huntsman Corp, que em 2014 fechou acordo com a Franco-Alemã Puma, para produção de sua nova entressola.

Os sistemas de amortecimento realmente são parecidos?

Sim, sim, sim! Em gênero, número e grau! O que dá pano, ou melhor, Boost/NRGY para muita manga nos tribunais mundo afora.

Quem ganha com esta disputa?

Todos nós corredores, pois teremos a certeza de encontrar dois fantásticos sistemas de amortecimento em marcas distintas, onde uma possui um valor mais alto do que a outra, o que possibilitará uma escolha de acordo com nossa necessidade.